domingo, 27 de abril de 2014

Workshop de Aconselhamento

Nos dias 25 e 26 de abril foi realizado um workshop de aconselhamento na Igreja Batista Livre do Marabá em Araras. Tivemos pastores e líderes de 8 igrejas e 2 que estão fazendo plantação de igrejas. O workshop teve quatro palestras com os seguintes temas: Princípios Gerais de Aconselhamento, Aconselhando Casais, Aconselhando Jovens e Adolescentes e Aconselhando Pastores e Líderes. Os preletores foram, respectivamente, Pr. Kenneth, Pr. Lucas, Pr. Marcelo e Pr. Bobby.

Veja algumas fotos do evento:
Pastores presentes

Grupo de participantes



Grupo de louvor



Pr. Bobby
Pr. Lucas
Pr. Kenneth
Pr. Marcelo


Pr. Walter - organizador do evento

 



Como Ser Feliz

Não é necessário perguntar quem quer ser feliz. Praticamente todos dirão que desejam a felicidade. Nossa sociedade dá-lhe muito valor, sendo que muito se justifica para alcançá-la. Para alguns, é a meta principal na vida.
Mas a felicidade é muito traiçoeira. Apesar de ser perseguida com afinco, parece nos driblar. Quando se pergunta o que é a felicidade, descobrimos que as respostas são bem variadas. O que significa para você? Para alguns é ter muito dinheiro. “Se eu tivesse muito dinheiro eu poderia comprar tudo que quero, não teria preocupação com dívidas e poderia até parar de trabalhar. Aí eu seria feliz!”.
Para outros seria o trabalho ideal, que trouxesse satisfação e realização, com um chefe bonzinho e salário e benefícios vantajosos. Isto é que seria felicidade!
A definição de felicidade para outras pessoas seria o lazer sem restrições, com esportes ou videogame o tempo todo, pescar, bater papo, viajar muito ou relaxar em uma chácara, longe de todos os problemas e responsabilidades da vida.
Para algumas pessoas seria ter a mulher ou o homem dos sonhos: “Ah, se eu somente conseguir achar o parceiro certo eu serei feliz”! Seria trocar de parceiros quantas vezes fosse necessário até achar aquele que a fizesse feliz.
Outros procuram a felicidade na satisfação de todos os desejos: comer à vontade, abusar do álcool e das drogas ou se entregar ao sexo desenfreadamente.
Mas será que estas coisas trazem verdadeira felicidade? Pode ser que tragam momentos de alegria, mas uma vida construída sobre esta fundação não trará felicidade duradoura. Se dinheiro trouxesse felicidade, todos os ricos seriam felizes. Mas não é o que se constata. Trabalho pode trazer algum nível de satisfação, mas não pode trazer a verdadeira felicidade. Lazer pode proporcionar momentos de alegria e um relaxamento necessário, mas muito lazer só produz preguiça. A idéia de que o parceiro ideal pode trazer felicidade é uma ilusão. A verdade é que ninguém pode ser responsável pela nossa felicidade. Buscar a sua própria felicidade é um motivo equivocado e egoísta para se entrar em qualquer relacionamento. Um relacionamento baseado nesta motivação não dará certo. Se álcool, drogas e sexo trouxessem a verdadeira felicidade, os alcoólatras, drogados e atores e atrizes de pornografia seriam felizes. Mas o que vemos é sempre o contrário.
Mas então, o que é que traz a verdadeira felicidade? Você já se perguntou o que a Bíblia tem a dizer sobre isto? A dedução da maioria das pessoas é que Deus sempre deseja a nossa felicidade e que tem este propósito para nossa vida. Isto tem um fundo de verdade, mas não é totalmente verdadeiro. A sua felicidade e o seu conforto não são os maiores objetivos de Deus para a sua vida! Isto pode chocá-lo, mas é a verdade. Deus está muito mais interessado no seu caráter do que no seu conforto e felicidade.
Estudando o que a Bíblia diz a respeito do assunto, chego à conclusão que só seremos verdadeiramente felizes quando estivermos no centro da vontade de Deus! A felicidade não é uma meta a ser alcançada. É uma consequência de estarmos em comunhão com Deus. Existem 35-40 versículos da Bíblia que falam sobre esse tema, podendo ser divididos em três princípios:
O primeiro é que seremos felizes quando tivermos fé e confiança em Deus. O Salmo 84:12 diz: “Ó SENHOR dos Exércitos, como é feliz aquele que em ti confia!” e Provérbios 16:20 diz: “Quem examina cada questão com cuidado prospera, e feliz é aquele que confia no SENHOR”. Fé ou confiança vai muito além de somente crer que Deus existe ou crer que ele é capaz de nos ajudar. Significa fazer uma entrega total a Jesus. É uma entrega dos nossos desejos, das nossas metas, das nossas capacidades, dos nossos problemas e de todas as áreas da nossa vida. É convidá-lo a ser o patrão da nossa vida.
O segundo princípio é que a felicidade depende da obediência à palavra de Deus e aos seus preceitos. Provérbios 8:32 diz: “Ouçam-me agora, meus filhos: Como são felizes os que guardam os meus caminhos!”. Jesus afirma em Lucas 11:28: “Antes, felizes são aqueles que ouvem a palavra de Deus e lhe obedecem” e em João 13:17 aconselhou: “Agora que vocês sabem estas coisas, felizes serão se as praticarem”. Quando fazemos uma entrega total a Jesus, passamos a obedecê-lo em tudo que Ele nos ensina na Bíblia. Este é o nosso manual para vivermos uma vida feliz, regrada e próspera. Servir a Jesus não é só ir à igreja participar dos cultos. É uma maneira de viver que é transformada pelo Espírito Santo de Deus. É vivermos em obediência a Jesus em todas as áreas da nossa vida.
O terceiro princípio é que a perseverança produz felicidade. Em Tiago 1:12 lemos que “Feliz é o homem que persevera na provação, porque depois de aprovado receberá a coroa da vida, que Deus prometeu aos que o amam”. E ainda, “Como vocês sabem, nós consideramos felizes aqueles que mostraram perseverança. Vocês ouviram falar sobre a perseverança de Jó e viram o fim que o Senhor lhe proporcionou. O Senhor é cheio de compaixão e misericórdia” (Tiago 5:11). O que é perseverança? É não desistir, não parar, não desanimar. Devemos perseverar mesmo quando as circunstâncias são difíceis – principalmente nestes momentos. Quando enfrentamos dificuldades financeiras, desemprego, problemas de saúde, relacionamentos estremecidos (na família, no casamento e com outras pessoas) e mesmo quando não estamos nos sentindo felizes, a perseverança é fundamental. A vitória que vem quando perseveramos nos trará felicidade.
Como então ser feliz? Fazendo uma entrega total a Jesus, vivendo segundo os ensinos da Bíblia e perseverando com ele. Este é o caminho! A felicidade é, então, uma consequência de colocar estes princípios em prática em nossa vida.

sábado, 8 de março de 2014

Viagem a Cuba

Passei onze dias em Cuba participando da convenção anual das igrejas Batistas Livres, visitando várias igrejas e me reunindo com os líderes da denominação. Foi um tempo bastante abençoado. O país é lindo com paisagens semelhantes às do Brasil. O povo é simpático com uma mistura de origens étnicas. A economia é fraquíssima, com fábricas sucateadas e empresas estatais totalmente ineficientes, sobrevivendo de ajuda externa, principalmente da Venezuela e do Brasil. Sendo comunista, o Estado controla TUDO, sendo a iniciativa privada reprimida.

Felizmente o governo tem dado um pouco mais de liberdade à igreja evangélica. Não é mais necessário entregar uma lista com os nomes e endereços de todos os que frequentam a igreja. Agora existe liberdade para se congregar em cultos. No entanto, ainda não é possível construir prédios próprios para culto. Igrejas que já tinham o seu prédio antes da revolução podem fazer manutenção, mas não podem expandir. A plantação de igrejas tem sido feita através de cultos em casas. Às vezes alguma pessoa abre sua casa para cultos e em outros casos a associação de igrejas aluga ou compra uma casa em uma cidade alvo. O pastor mora na casa e ao lado ou nos fundos se faz um “puxado” ou se constrói um salão anexo (mais ou menos clandestino) para a realização dos cultos.


Tive a oportunidade de visitar várias destas igrejas em casas e algumas igrejas com prédio próprio. Segundo as estatísticas apresentadas na Convenção, existem 45 igrejas Batistas Livres organizadas, mais 78 missões (congregações) não organizadas e 207 locais onde se reúnem grupos pequenos para estudos e oração. As igrejas têm uma frequência semanal de cerca de 3.500 pessoas. No ano passado batizaram 186 pessoas. O seminário supervisiona um programa de treinamento bíblico com 118 pessoas, sendo que 21 alunos são internos.


Assisti a Convenção anual que se reuniu no seminário em Pinar del Rio, no extremo oeste do país, nos dias 21-23 de fevereiro. Tive a oportunidade de pregar uma vez durante a convenção e mais duas vezes nas igrejas. Na Convenção a Associação de igrejas criou uma junta de missões internacionais. Eles têm a intenção de enviar missionários transculturais, apesar das dificuldades econômicas extremas e da moeda deles não ter valor fora do país. Oremos por este esforço.



Destaco dois acontecimentos como pontos altos da minha visita. A primeira foi a oportunidade de conhecer o irmão Yoanis que passou 20 anos preso por crimes cometidos e por fazer parte de uma quadrilha organizada. Ele se converteu na prisão através do ministério de um capelão Batista Livre que visita as prisões. Dentro da prisão se transformou em evangelista. Antes de ser solto, já existiam quase 500 presos que assistiam aos cultos. Ele já recebeu treinamento como capelão e agora exerce este ministério de evangelismo nas prisões.


O segundo acontecimento foi a oportunidade de participar de um batismo de 3 pessoas na igreja de Guanabo, a beira mar. Os três foram batizados dentro do mar e depois participamos da ceia que foi servida na praia entre os membros da igreja que formavam um círculo. Foi a primeira vez que participei de um batismo e ceia deste tipo. Oremos por nossos irmãos cubanos.

domingo, 19 de janeiro de 2014

O Mundo, a Carne e o Diabo

O Mundo, a Carne e o Diabo
Tim Challies (traduzido com pequenas adaptações por Kenneth Eagleton)
17/01/2014

Ao caminharmos por esta vida, enfrentamos inimigos poderosos. No segundo capítulo de Efésios, Paulo descreve o passado pré-cristão das pessoas naquela igreja. Ao fazê-lo, diz que três poderosas forças estavam alinhadas contra eles: o mundo, a carne e o diabo.

Estas pessoas tinham uma forte inclinação para o mal que provinha de seu interior mais profundo (“os desejos carnais”), enfrentavam um adversário poderoso fora de si mesmos (“o príncipe do poderio do ar”) e ao mesmo tempo todo o seu ambiente lhes fazia oposição (“este mundo”). Estavam fora de comunhão com Deus e, portanto, eram “filhos da ira”.

Ele vos deu vida, estando vós mortos nas vossas transgressões e pecados, nos quais andastes no passado, no caminho deste mundo, segundo o príncipe do poderio do ar, do espírito que agora age nos filhos da desobediência, entre os quais todos nós também antes andávamos, seguindo os desejos carnais, fazendo a vontade da carne e da mente; e éramos por natureza filhos da ira, assim como os demais. (Ef. 2:1-3 – Almeida Sec. 21)
Há algum tempo, especialmente depois de ter lido o livro de Thomas Brooks (Precious Remedies Against Satan’s Devices), tenho pensado em como estas forças estavam (e de certa forma ainda estão) em oposição a mim. Apesar de pela fé em Jesus Cristo eu ter sido liberto do domínio destas forças, ainda não fui totalmente e finalmente liberto de suas influências. Cada uma delas continua a sua oposição a mim e às vezes (frequentemente) cedo às tentações, escolhendo o pecado em vez da santidade. Não é atoa que o Livro de Oração Comum da Igreja Anglicana guia os cristãos nesta oração: “Senhor Bondoso, livrai-nos de todo engano do mundo, da carne e do diabo”.

Eu tenho uma teoria sobre estas três influências e a maneira com que diferentes cristãos as entendem. Existem muitas tribos teológicas dentro do cristianismo e creio que cada uma tem um equilíbrio imperfeito em seu entendimento da maneira em que estas forças agem contra nós. Deixe-me dar apenas três exemplos. Cada exemplo é obviamente imperfeito, mas creio que existe um fio de verdade de cada um.

Os fundamentalistas tendem a ter suspeitas profundas com relação ao mundo – um mundo cheio de pecado e ferrenhamente em oposição a Deus e a seus propósitos. Na minha experiência, os fundamentalistas são rápidos em culpar o mundo pelo pecado e pela tentação ao pecado. Portanto, batalham duramente contra o mundanismo e olham para os prazeres mundanos e o entretenimento com uma desconfiança profunda e duradoura. Se os fundamentalistas estiverem fora de equilíbrio, seria com relação à ênfase na má influência do mundo e uma diminuição da influência da carne e do diabo.

Os pentecostais tendem a culpar o diabo e as forças demoníacas pelo pecado e a tentação. Frequentemente têm um sentido aguçado da atividade e influência demoníaca. Quando enfrentam a tentação de pecar ou quando sentem ou descobrem oposição, rapidamente veem a influência de Satanás e buscam maneiras de resistirem a este tipo de poder. Se estiverem fora de equilíbrio, seria com relação à ênfase na má influência do diabo e suas forças e uma diminuição da influência do mundo e da carne.

Os calvinistas têm um sentido aguçado de sua própria depravação. Afinal, o calvinismo começa com o T da TULIPA – depravação TOTAL. Creem que a humanidade está totalmente depravada, sendo que o pecado penetra tudo em todo lugar. Na sua graça, Deus nos restringe de sermos tão pecadores quanto seria possível, mas ainda somos extremamente pecaminosos: coração, mente, vontade, desejo, inclinação – tudo está marcado pela Queda. Quando se considera os inimigos da alma, a tendência é se concentrar na carne, presumindo que a tentação surge mais de dentro de nós do que de fora. Se estiverem fora de equilíbrio, seria com relação à ênfase à carne e uma diminuição da influência do mundo e do diabo.

Estou convencido de que todos nós temos que entender que o mal assume várias formas, que surge de dentro e de fora e que enfrentamos inimigos físicos e espirituais. Enfatizar um em detrimento dos outros é baixar a nossa guarda. Talvez a melhor resposta não fosse diminuir a nossa ênfase, mas aumentar as outras. Quando entendemos a vasta gama de forças que estão em oposição a nós, entendemos melhor o poder de Cristo ao conquista-las, nos armamos melhor para resisti-las e aumenta a nossa antecipação pelo retorno de Cristo quando estas influências serão final e completamente aniquiladas.

http://www.challies.com/articles/a-calvinist-and-a-fundamentalist-walk-into-a-bar#keep-reading

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Jesus e o Espírito Santo


Sabemos que na Santa Trindade, três pessoas (Deus Pai, Jesus e o Espírito Santo) existem como um só Deus (uma só essência) em perfeita harmonia entre si. Neste artigo estudaremos a relação entre Jesus (encarnado) e o Espírito Santo.


Jesus é o único membro da Santa Trindade que tem natureza humana. Ele é cem por cento humano e cem por cento divino, ao mesmo tempo. O início dos evangelhos de Mateus e Lucas relatam como a natureza humana de Jesus passou a existir: o Espírito Santo veio sobre Maria (uma virgem) e ela concebeu (Mt 1:18, 20, 22; Lc 1:35). Jesus foi gerado em Maria pelo Espírito Santo. Isto permitiu que Jesus nascesse de linhagem humana, sem ato sexual e, ao mesmo tempo, que mantivesse a sua origem divina.

A primeira manifestação pública e visível da presença do Espírito Santo no ministério de Jesus aconteceu no momento em que foi batizado nas águas por João Batista (Mt 3:16; Mc 1:10; Lc 3:22; Jo 1:32). O céu se abriu e o Espírito de Deus desceu sobre Jesus em forma de pomba e a voz de Deus Pai foi ouvida do céu, colocando a Sua aprovação sobre Jesus. Este acontecimento teve, sem dúvida, um alto valor simbólico. Jesus estava para iniciar o seu ministério e era importante que todos soubessem que vinha como enviado de Deus Pai e no poder de Seu Espírito.

João Batista declara que este mesmo Jesus que foi batizado nas águas, batizaria com o Espírito Santo (Mc 1:8; Lc 3:16: Jo 1:33). Este “batismo” é o momento em que cada pessoa que recebe pela fé a Jesus Cristo, recebe ao mesmo tempo os outros membros da Santa Trindade, inclusive o Espírito Santo (Rm 8:9).

Os discípulos que conviviam com Jesus ainda não possuíam a dádiva do Espirito Santo habitando permanentemente neles (Jo 7:39). Isto só aconteceria depois da glorificação de Jesus (Sua ascensão) e da prometida vinda de outro Consolador – o que aconteceu no dia de Pentecostes (Jo 14:16, 17 e 26). Na oração sacerdotal, que Jesus faz em favor de seus discípulos, em um trecho Ele diz que enviaria o Espírito Santo da parte do Pai (Jo 15:26) e em outro trecho da mesma oração diz que o Pai enviaria o Espírito Santo em nome de Jesus (14:26). Fica claro que o envio do Espírito Santo é uma parceria entre Jesus e Deus Pai. Após sua morte e ressurreição, mas antes de Sua ascensão, Jesus sopra sobre os discípulos e estes receberam o Espírito Santo (Jo 20:22).

Algumas expressões são utilizadas para expressar o fato de que a vida e o ministério de Jesus eram caracterizados pela presença constante e dependência do Espírito Santo. Ele estava sobre Jesus (Mt 12:18; Lc 4:18). Jesus estava cheio do Espírito Santo (Lc 4:1). Ele agiu no poder do Espírito Santo (Lc 4:14), e expulsou demônios (Mt 12:28). Jesus era guiado (levado ou induzido) por Ele (Mt 4:1; Mc 1:12; Lc 4:1) e se exultou no Espírito Santo (Lc 10:21). Jesus deu mandamentos aos apóstolos por intermédio do Espírito Santo (At 1:2). Toda esta variedade de expressões e situações demonstra bem que o Espírito Santo estava sempre com Jesus e este fazia tudo pelo poder e intermédio do Espírito Santo. Este é o exemplo que Jesus da ao cristão de como deve viver sua vida: na plenitude e no poder e dependência do Consolador.

Apesar deste grande sinergismo entre Jesus e a pessoa do Espírito Santo, o foco foi e sempre será a pessoa de Jesus Cristo. O próprio Espírito Santo, Consolador que nos foi enviado pelo Pai e por Jesus Cristo, tem como função dar testemunho de Jesus Cristo, mantendo Ele como o centro de todas as coisas (Jo 15:26). Portanto, vamos reconhecer, sim, que o Espírito Santo tem uma função muito grande em nossas vidas e ministério, mas não deixemos de viver uma vida Cristo-cêntrica (Cristo no centro).

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Matéria grátis do Ensino à Distância da ETBL


Oportunidade para estudar a Bíblia sem sair de casa!

Você quer aprender mais sobre a Bíblia? A Escola Teológica Batista Livre (ETBL) está oferecendo uma matéria gratuita para o mês de julho: Introdução à Bíblia.

Conteúdo da matéria:
·   Conceitos sobre revelação, inspiração, autoridade e cânon da Bíblia.
·   Estrutura da Bíblia.
·   Cronologia bíblica com os principais acontecimentos do Antigo e Novo Testamentos.
·   Noções de geografia bíblica.
·   Confecção, preservação, transmissão e tradução da Bíblia.
·   Principais traduções da Bíblia em outras línguas e em português.

Para se inscrever, preencha o cadastro em anexo com os seus dados e envie para: etblcampinas@gmail.com

O curso Introdução à Bíblia é pré-requisito para os que desejarem fazer o curso médio de teologia à distância (EAD) online. As demais matérias exigem um pequeno investimento, portanto, aproveite para fazer esta gratuitamente.

Grade curricular para EAD (curso médio)
Mês
Matéria
Matéria
Março
Introdução à Bíblia
Métodos de estudo bíblico
Abril
Vida devocional
Religiões mundiais
Maio
Novo Testamento 1
Integração e Discipulado
Junho
Novo Testamento 2
Ética cristã
Julho
Novo Testamento 3
Introdução à Bíblia
(somente novos alunos)
Seitas
Agôsto
Antigo Testamento 1
Teologia Sistemática 1
Setembro
Antigo Testamento 2
Teologia Sistemática 2
Outubro
Liderança Espiritual
Teologia Sistemática 3
Novembro
Hermenêutica
Didática

Obs: Alunos que desejam fazer o curso médio em 1 ano fazem as matérias das duas colunas. Aqueles que optarem fazer em 2 anos farão a coluna 1 no primeiro ano e a coluna 2 no ano seguinte.
Cada matéria exigirá do aluno uma dedicação de 9 horas semanais, em média. Alunos cursando duas matérias simultaneamente devem separar 18 horas por semana.

Garanta já a sua inscrição, pois as vagas são limitadas.
Pr. Kenneth Eagleton
ETBL - coordenador pedagógico

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

História transcultural recebida de um missionário conhecido nosso, Curt Kirsh, que trabalha entre a etnia Ianomami em Roraima:



O “XÔKO” NÃO PODE PARAR!
Quem bancou o pato foi a cutia. Eu explico!
Índio, como todo bom brasileiro, também gosta de “xoká póla” (jogar bola)! Ainda não são exímios jogadores, pois o esporte foi introduzido há pouco tempo. Aqui na aldeia de Halikato-U até então, o único esporte praticado entre eles era flecha ao alvo. Um mamão verde era arremessado alguns metros à frente de um grupo de pessoas. Em fração de segundos os arcos eram retesados e logo em seguida ouvia-se os zumbidos das flechas chispando rumo ao alvo. Era comum vê-los indo e voltando na enorme clareira da pista de pouso, praticando sua pontaria em mamões. Dentro de pouco tempo o mamão precisava ser substituído por outro, pois só restavam pedaços, tal era a pontaria.
Ao passar dos anos o futebol, paixão nacional, foi introduzido também entre os halikatothelis. As bolas começaram a tomar o lugar das flechas e os tiros certeiros deram lugar a pés inexperientes e rudes. Hoje em dia as bolas já duram um pouco mais, mas não era assim no começo. Espinhos e unhas são as razões principais delas não terem uma durabilidade maior.
Em uma visita minha à aldeia uma bola furou, ou melhor, foi furada propositalmente por um indígena. Foi um acontecimento inédito. Vou descrevê-lo, pois nunca tinha visto, até então, uma bola sendo furada desse jeito. Xina, depois de ter tomado algumas cuias de caxiri (bebida fermentada à base de mandioca), dirigiu-se até ao local do jogo, e resolveu acabar com a brincadeira dando uma bela flechada na bola, com uma ponta de metal (ponta usada em animais maiores). Eu não sei o que passou na mente do Xina naquele instante. Será que ele pensou que fosse um mamão ou então algum bicho correndo na pista e todo mundo atrás dele tentando pegá-lo? Sei lá.  Só sei que Xina conseguiu acabar com a alegria da galera. Um camarada veio triste me entregar a bola murcha relatando o episódio. Após ouvir atentamente a história, falei que se eles quisessem continuar jogando bola, o autor da flechada teria que dar o pagamento da mesma, para que outra pudesse ser providenciada. Numa viagem seguinte levei comigo outra bola nova, que só foi liberada após a negociata.
Bastou mostrar a bola reluzente para os jovens, que já não jogavam por um bom período, para ficarem atiçados e fazerem pressão para o Xina acertar as contas comigo. Não demorou muito para que ele usasse novamente a sua flecha para o alvo certo, trazendo-me a metade de uma cutia. O negócio foi fechado!
Coitada da cutia, que não teve nada a ver com a história, acabou pagando o pato, pois o “xôko” não pode parar!

Curt Kirsch