domingo, 4 de maio de 2014

88 Aviões Jumbo Caem Matando 44 Mil Pessoas

Já imaginou uma manchete destas?

Hoje li um blog que me chamou bastante a atenção. A pergunta que o autor fazia é: "Quantas pessoas morrem todos os dias sem serem evangelizadas?". Você sabe a resposta?

Vejamos, o mundo tem uma população de 7,2 bilhões de pessoas. As estatísticas nos dizem que atualmente, 29,2% da população mundial ainda não foi evangelizada. A Organização Mundial da Saúde (OMS) informa que mais de 150 mil pessoas morrem por dia no mundo. Se fizermos as contas, 44 mil pessoas não evangelizadas morrem por dia. É como se fossem 88 aviões jumbo lotados com 500 pessoas que caíssem dos céus todos os dias matando todos os seus ocupantes. Dá para se ter uma ideia?

Dá para ver porque é necessário e urgente enviarmos missionários para esta massa de pessoas, antes que seja tarde demais? Muitas destas pessoas não-alcançadas moram em lugares que apresentam um ou mais dos seguintes fatores: acesso muito difícil, limitações severas à evangelização, restrições ao culto, tradições religiosas fortes e resistência ao evangelho. Quando enviamos missionários a estes rincões do mundo, não se pode esperar o mesmo resultado, em termos de números, que o que temos no Brasil. O terreno é árido e a semente muitas vezes demora para brotar.

Precisamos ter um compromisso com missões a longo prazo para estas áreas do mundo. Por exemplo, o Japão é o país onde mais temos missionários batistas livres atualmente. A evangelização do povo japonês pelos batistas livres começou há 60 anos. No entanto, o fruto ainda é pequeno. Os japoneses são o segundo maior povo não-alcançado do mundo e um dos países com custo de vida mais caro. No entanto, precisamos continuar a evangelizar.

O que podemos fazer?

  1. Orar. Ore para que o Senhor da Seara envie mais obreiros. Ore pelos missionários que já estão no campo. Ore pela salvação de almas.
  2. Procurar se informar. Aprenda onde estão os povos não-alcançados, quais são suas necessidades, quem são os missionários que estão no campo e o que eles precisam.
  3. Contribuir com missões. Faça uma oferta missionária generosa todos os meses. Seja fiel, mesmo quando não tem notícias recentes do trabalho. Procure saber do missionário quais são as outras maneiras em que você pode contribuir.
  4. Estar disposto a ir se Deus chamar. Pode ser para projetos curtos ou até um compromisso mais longo. Pergunte para Deus se esta é a vontade dele para sua vida.
Vamos tirar do ar pelo menos 1 destes 88 aviões!

sábado, 3 de maio de 2014

A Importância da Bíblia

É fato notório que, nas últimas décadas, a Bíblia tem perdido a sua posição de importância como lugar central na igreja evangélica e na vida do cristão. Quando é utilizada, frequentemente é de forma distorcida ou utilitarista. A maioria dos crentes jamais leu a Bíblia inteira e apenas uma pequena minoria tem o hábito da leitura regular e sistemática. O cristão contemporâneo prefere cantar, dançar, orar, ouvir sermões e socializar. A Bíblia aparenta ser de difícil compreensão. Alguns relatos são chocantes às nossas sensibilidades ocidentais modernas e a cultura bíblica parece deveras distante da nossa realidade. Será que é tão importante assim ler e estudar a Palavra?

A importância da Bíblia está ligada à sua própria natureza, sendo a revelação de Deus aos homens. Deus tomou a iniciativa de se fazer conhecer: sua natureza, sua vontade e seu plano para a humanidade. A Bíblia é o instrumento mais importante que Deus usa para se comunicar conosco. Durante cerca de 1.600 anos as comunicações de Deus aos patriarcas, aos reis de Israel, aos profetas e aos apóstolos foram registradas em escrita para que todos os povos, de todos os lugares do planeta, em todas as épocas, tivessem acesso à sua Palavra de maneira exata e invariável. Deus quis se fazer conhecer a todos.

Embora escritas por homens, as palavras que encontramos na Bíblia, não são meras ideias humanas, mas palavras de Deus. O seu Espírito Santo inspirou e guiou os escritores para que registrassem as palavras que refletissem a mensagem divina. Nesta parceria o Espírito respeitou o vocabulário e o estilo próprio de cada escritor, mas os supervisionou para que o produto final fosse preciso e sem erro. A Bíblia não se propõe a ser um tratado científico, um atlas geográfico ou uma crônica histórica completa. No entanto, tudo nela relatado é exato e de confiança.

Sendo revelação de Deus, inspirada pelo Espírito Santo e confiável em seu conteúdo, a Bíblia possui autoridade sobre nossa vida. Toda a instrução espiritual e moral nela contida tem aplicação para nossa vida, o que a torna um instrumento precioso. O esforço de ler, estudar, compreender e aplicar o que ela diz traz uma recompensa valiosa de transformação de vida. A pessoa regenerada (que aceitou a Jesus Cristo) não está sozinha nesta árdua tarefa, mas passa a ter a ajuda do Espírito Santo (o que chamamos de iluminação), pois as coisas espirituais somente se discernem espiritualmente (1 Co 2:14).

A Bíblia não é um objeto aberto a múltiplas interpretações de acordo com o desejo de cada pessoa. Sua interpretação deve ser de acordo com o sentido que Deus pretendeu que tivesse. Para isto é preciso observar alguns princípios de interpretação (hermenêutica: a arte da interpretação) para que o produto da nossa reflexão não seja equivocado. Os versículos devem ser considerados dentro dos contextos literário, histórico e cultural. Doutrinas devem ser formuladas levando-se em consideração textos didáticos (de ensino) e não baseando-se em narrativas de fatos ocorridos que não são necessariamente normativas para todos os cristãos.

Um dos fatores que confunde muitas pessoas duvidosas quanto à Bíblia é a questão das contradições aparentes. Para alguns, é uma prova da falsidade do cristianismo. No entanto, a maior parte das contradições aparentes é de fácil resolução quando se leva em consideração os princípios de interpretação bíblica citados acima. O restante pode não ter uma explicação óbvia devido à nossa distância no tempo, diferenças culturais entre as épocas, ou devido à falta de informações suficientes para afirmações definitivas. O que precisamos manter em mente é que a Bíblia é confiável, pois é a Palavra de Deus.


Quando nos conscientizamos da realidade deste livro único, diferenciado e precioso, não podemos deixar de lhe dar a posição central em nossas igrejas e em nossa vida.

domingo, 27 de abril de 2014

Workshop de Aconselhamento

Nos dias 25 e 26 de abril foi realizado um workshop de aconselhamento na Igreja Batista Livre do Marabá em Araras. Tivemos pastores e líderes de 8 igrejas e 2 que estão fazendo plantação de igrejas. O workshop teve quatro palestras com os seguintes temas: Princípios Gerais de Aconselhamento, Aconselhando Casais, Aconselhando Jovens e Adolescentes e Aconselhando Pastores e Líderes. Os preletores foram, respectivamente, Pr. Kenneth, Pr. Lucas, Pr. Marcelo e Pr. Bobby.

Veja algumas fotos do evento:
Pastores presentes

Grupo de participantes



Grupo de louvor



Pr. Bobby
Pr. Lucas
Pr. Kenneth
Pr. Marcelo


Pr. Walter - organizador do evento

 



Como Ser Feliz

Não é necessário perguntar quem quer ser feliz. Praticamente todos dirão que desejam a felicidade. Nossa sociedade dá-lhe muito valor, sendo que muito se justifica para alcançá-la. Para alguns, é a meta principal na vida.
Mas a felicidade é muito traiçoeira. Apesar de ser perseguida com afinco, parece nos driblar. Quando se pergunta o que é a felicidade, descobrimos que as respostas são bem variadas. O que significa para você? Para alguns é ter muito dinheiro. “Se eu tivesse muito dinheiro eu poderia comprar tudo que quero, não teria preocupação com dívidas e poderia até parar de trabalhar. Aí eu seria feliz!”.
Para outros seria o trabalho ideal, que trouxesse satisfação e realização, com um chefe bonzinho e salário e benefícios vantajosos. Isto é que seria felicidade!
A definição de felicidade para outras pessoas seria o lazer sem restrições, com esportes ou videogame o tempo todo, pescar, bater papo, viajar muito ou relaxar em uma chácara, longe de todos os problemas e responsabilidades da vida.
Para algumas pessoas seria ter a mulher ou o homem dos sonhos: “Ah, se eu somente conseguir achar o parceiro certo eu serei feliz”! Seria trocar de parceiros quantas vezes fosse necessário até achar aquele que a fizesse feliz.
Outros procuram a felicidade na satisfação de todos os desejos: comer à vontade, abusar do álcool e das drogas ou se entregar ao sexo desenfreadamente.
Mas será que estas coisas trazem verdadeira felicidade? Pode ser que tragam momentos de alegria, mas uma vida construída sobre esta fundação não trará felicidade duradoura. Se dinheiro trouxesse felicidade, todos os ricos seriam felizes. Mas não é o que se constata. Trabalho pode trazer algum nível de satisfação, mas não pode trazer a verdadeira felicidade. Lazer pode proporcionar momentos de alegria e um relaxamento necessário, mas muito lazer só produz preguiça. A idéia de que o parceiro ideal pode trazer felicidade é uma ilusão. A verdade é que ninguém pode ser responsável pela nossa felicidade. Buscar a sua própria felicidade é um motivo equivocado e egoísta para se entrar em qualquer relacionamento. Um relacionamento baseado nesta motivação não dará certo. Se álcool, drogas e sexo trouxessem a verdadeira felicidade, os alcoólatras, drogados e atores e atrizes de pornografia seriam felizes. Mas o que vemos é sempre o contrário.
Mas então, o que é que traz a verdadeira felicidade? Você já se perguntou o que a Bíblia tem a dizer sobre isto? A dedução da maioria das pessoas é que Deus sempre deseja a nossa felicidade e que tem este propósito para nossa vida. Isto tem um fundo de verdade, mas não é totalmente verdadeiro. A sua felicidade e o seu conforto não são os maiores objetivos de Deus para a sua vida! Isto pode chocá-lo, mas é a verdade. Deus está muito mais interessado no seu caráter do que no seu conforto e felicidade.
Estudando o que a Bíblia diz a respeito do assunto, chego à conclusão que só seremos verdadeiramente felizes quando estivermos no centro da vontade de Deus! A felicidade não é uma meta a ser alcançada. É uma consequência de estarmos em comunhão com Deus. Existem 35-40 versículos da Bíblia que falam sobre esse tema, podendo ser divididos em três princípios:
O primeiro é que seremos felizes quando tivermos fé e confiança em Deus. O Salmo 84:12 diz: “Ó SENHOR dos Exércitos, como é feliz aquele que em ti confia!” e Provérbios 16:20 diz: “Quem examina cada questão com cuidado prospera, e feliz é aquele que confia no SENHOR”. Fé ou confiança vai muito além de somente crer que Deus existe ou crer que ele é capaz de nos ajudar. Significa fazer uma entrega total a Jesus. É uma entrega dos nossos desejos, das nossas metas, das nossas capacidades, dos nossos problemas e de todas as áreas da nossa vida. É convidá-lo a ser o patrão da nossa vida.
O segundo princípio é que a felicidade depende da obediência à palavra de Deus e aos seus preceitos. Provérbios 8:32 diz: “Ouçam-me agora, meus filhos: Como são felizes os que guardam os meus caminhos!”. Jesus afirma em Lucas 11:28: “Antes, felizes são aqueles que ouvem a palavra de Deus e lhe obedecem” e em João 13:17 aconselhou: “Agora que vocês sabem estas coisas, felizes serão se as praticarem”. Quando fazemos uma entrega total a Jesus, passamos a obedecê-lo em tudo que Ele nos ensina na Bíblia. Este é o nosso manual para vivermos uma vida feliz, regrada e próspera. Servir a Jesus não é só ir à igreja participar dos cultos. É uma maneira de viver que é transformada pelo Espírito Santo de Deus. É vivermos em obediência a Jesus em todas as áreas da nossa vida.
O terceiro princípio é que a perseverança produz felicidade. Em Tiago 1:12 lemos que “Feliz é o homem que persevera na provação, porque depois de aprovado receberá a coroa da vida, que Deus prometeu aos que o amam”. E ainda, “Como vocês sabem, nós consideramos felizes aqueles que mostraram perseverança. Vocês ouviram falar sobre a perseverança de Jó e viram o fim que o Senhor lhe proporcionou. O Senhor é cheio de compaixão e misericórdia” (Tiago 5:11). O que é perseverança? É não desistir, não parar, não desanimar. Devemos perseverar mesmo quando as circunstâncias são difíceis – principalmente nestes momentos. Quando enfrentamos dificuldades financeiras, desemprego, problemas de saúde, relacionamentos estremecidos (na família, no casamento e com outras pessoas) e mesmo quando não estamos nos sentindo felizes, a perseverança é fundamental. A vitória que vem quando perseveramos nos trará felicidade.
Como então ser feliz? Fazendo uma entrega total a Jesus, vivendo segundo os ensinos da Bíblia e perseverando com ele. Este é o caminho! A felicidade é, então, uma consequência de colocar estes princípios em prática em nossa vida.

sábado, 8 de março de 2014

Viagem a Cuba

Passei onze dias em Cuba participando da convenção anual das igrejas Batistas Livres, visitando várias igrejas e me reunindo com os líderes da denominação. Foi um tempo bastante abençoado. O país é lindo com paisagens semelhantes às do Brasil. O povo é simpático com uma mistura de origens étnicas. A economia é fraquíssima, com fábricas sucateadas e empresas estatais totalmente ineficientes, sobrevivendo de ajuda externa, principalmente da Venezuela e do Brasil. Sendo comunista, o Estado controla TUDO, sendo a iniciativa privada reprimida.

Felizmente o governo tem dado um pouco mais de liberdade à igreja evangélica. Não é mais necessário entregar uma lista com os nomes e endereços de todos os que frequentam a igreja. Agora existe liberdade para se congregar em cultos. No entanto, ainda não é possível construir prédios próprios para culto. Igrejas que já tinham o seu prédio antes da revolução podem fazer manutenção, mas não podem expandir. A plantação de igrejas tem sido feita através de cultos em casas. Às vezes alguma pessoa abre sua casa para cultos e em outros casos a associação de igrejas aluga ou compra uma casa em uma cidade alvo. O pastor mora na casa e ao lado ou nos fundos se faz um “puxado” ou se constrói um salão anexo (mais ou menos clandestino) para a realização dos cultos.


Tive a oportunidade de visitar várias destas igrejas em casas e algumas igrejas com prédio próprio. Segundo as estatísticas apresentadas na Convenção, existem 45 igrejas Batistas Livres organizadas, mais 78 missões (congregações) não organizadas e 207 locais onde se reúnem grupos pequenos para estudos e oração. As igrejas têm uma frequência semanal de cerca de 3.500 pessoas. No ano passado batizaram 186 pessoas. O seminário supervisiona um programa de treinamento bíblico com 118 pessoas, sendo que 21 alunos são internos.


Assisti a Convenção anual que se reuniu no seminário em Pinar del Rio, no extremo oeste do país, nos dias 21-23 de fevereiro. Tive a oportunidade de pregar uma vez durante a convenção e mais duas vezes nas igrejas. Na Convenção a Associação de igrejas criou uma junta de missões internacionais. Eles têm a intenção de enviar missionários transculturais, apesar das dificuldades econômicas extremas e da moeda deles não ter valor fora do país. Oremos por este esforço.



Destaco dois acontecimentos como pontos altos da minha visita. A primeira foi a oportunidade de conhecer o irmão Yoanis que passou 20 anos preso por crimes cometidos e por fazer parte de uma quadrilha organizada. Ele se converteu na prisão através do ministério de um capelão Batista Livre que visita as prisões. Dentro da prisão se transformou em evangelista. Antes de ser solto, já existiam quase 500 presos que assistiam aos cultos. Ele já recebeu treinamento como capelão e agora exerce este ministério de evangelismo nas prisões.


O segundo acontecimento foi a oportunidade de participar de um batismo de 3 pessoas na igreja de Guanabo, a beira mar. Os três foram batizados dentro do mar e depois participamos da ceia que foi servida na praia entre os membros da igreja que formavam um círculo. Foi a primeira vez que participei de um batismo e ceia deste tipo. Oremos por nossos irmãos cubanos.

domingo, 19 de janeiro de 2014

O Mundo, a Carne e o Diabo

O Mundo, a Carne e o Diabo
Tim Challies (traduzido com pequenas adaptações por Kenneth Eagleton)
17/01/2014

Ao caminharmos por esta vida, enfrentamos inimigos poderosos. No segundo capítulo de Efésios, Paulo descreve o passado pré-cristão das pessoas naquela igreja. Ao fazê-lo, diz que três poderosas forças estavam alinhadas contra eles: o mundo, a carne e o diabo.

Estas pessoas tinham uma forte inclinação para o mal que provinha de seu interior mais profundo (“os desejos carnais”), enfrentavam um adversário poderoso fora de si mesmos (“o príncipe do poderio do ar”) e ao mesmo tempo todo o seu ambiente lhes fazia oposição (“este mundo”). Estavam fora de comunhão com Deus e, portanto, eram “filhos da ira”.

Ele vos deu vida, estando vós mortos nas vossas transgressões e pecados, nos quais andastes no passado, no caminho deste mundo, segundo o príncipe do poderio do ar, do espírito que agora age nos filhos da desobediência, entre os quais todos nós também antes andávamos, seguindo os desejos carnais, fazendo a vontade da carne e da mente; e éramos por natureza filhos da ira, assim como os demais. (Ef. 2:1-3 – Almeida Sec. 21)
Há algum tempo, especialmente depois de ter lido o livro de Thomas Brooks (Precious Remedies Against Satan’s Devices), tenho pensado em como estas forças estavam (e de certa forma ainda estão) em oposição a mim. Apesar de pela fé em Jesus Cristo eu ter sido liberto do domínio destas forças, ainda não fui totalmente e finalmente liberto de suas influências. Cada uma delas continua a sua oposição a mim e às vezes (frequentemente) cedo às tentações, escolhendo o pecado em vez da santidade. Não é atoa que o Livro de Oração Comum da Igreja Anglicana guia os cristãos nesta oração: “Senhor Bondoso, livrai-nos de todo engano do mundo, da carne e do diabo”.

Eu tenho uma teoria sobre estas três influências e a maneira com que diferentes cristãos as entendem. Existem muitas tribos teológicas dentro do cristianismo e creio que cada uma tem um equilíbrio imperfeito em seu entendimento da maneira em que estas forças agem contra nós. Deixe-me dar apenas três exemplos. Cada exemplo é obviamente imperfeito, mas creio que existe um fio de verdade de cada um.

Os fundamentalistas tendem a ter suspeitas profundas com relação ao mundo – um mundo cheio de pecado e ferrenhamente em oposição a Deus e a seus propósitos. Na minha experiência, os fundamentalistas são rápidos em culpar o mundo pelo pecado e pela tentação ao pecado. Portanto, batalham duramente contra o mundanismo e olham para os prazeres mundanos e o entretenimento com uma desconfiança profunda e duradoura. Se os fundamentalistas estiverem fora de equilíbrio, seria com relação à ênfase na má influência do mundo e uma diminuição da influência da carne e do diabo.

Os pentecostais tendem a culpar o diabo e as forças demoníacas pelo pecado e a tentação. Frequentemente têm um sentido aguçado da atividade e influência demoníaca. Quando enfrentam a tentação de pecar ou quando sentem ou descobrem oposição, rapidamente veem a influência de Satanás e buscam maneiras de resistirem a este tipo de poder. Se estiverem fora de equilíbrio, seria com relação à ênfase na má influência do diabo e suas forças e uma diminuição da influência do mundo e da carne.

Os calvinistas têm um sentido aguçado de sua própria depravação. Afinal, o calvinismo começa com o T da TULIPA – depravação TOTAL. Creem que a humanidade está totalmente depravada, sendo que o pecado penetra tudo em todo lugar. Na sua graça, Deus nos restringe de sermos tão pecadores quanto seria possível, mas ainda somos extremamente pecaminosos: coração, mente, vontade, desejo, inclinação – tudo está marcado pela Queda. Quando se considera os inimigos da alma, a tendência é se concentrar na carne, presumindo que a tentação surge mais de dentro de nós do que de fora. Se estiverem fora de equilíbrio, seria com relação à ênfase à carne e uma diminuição da influência do mundo e do diabo.

Estou convencido de que todos nós temos que entender que o mal assume várias formas, que surge de dentro e de fora e que enfrentamos inimigos físicos e espirituais. Enfatizar um em detrimento dos outros é baixar a nossa guarda. Talvez a melhor resposta não fosse diminuir a nossa ênfase, mas aumentar as outras. Quando entendemos a vasta gama de forças que estão em oposição a nós, entendemos melhor o poder de Cristo ao conquista-las, nos armamos melhor para resisti-las e aumenta a nossa antecipação pelo retorno de Cristo quando estas influências serão final e completamente aniquiladas.

http://www.challies.com/articles/a-calvinist-and-a-fundamentalist-walk-into-a-bar#keep-reading

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Jesus e o Espírito Santo


Sabemos que na Santa Trindade, três pessoas (Deus Pai, Jesus e o Espírito Santo) existem como um só Deus (uma só essência) em perfeita harmonia entre si. Neste artigo estudaremos a relação entre Jesus (encarnado) e o Espírito Santo.


Jesus é o único membro da Santa Trindade que tem natureza humana. Ele é cem por cento humano e cem por cento divino, ao mesmo tempo. O início dos evangelhos de Mateus e Lucas relatam como a natureza humana de Jesus passou a existir: o Espírito Santo veio sobre Maria (uma virgem) e ela concebeu (Mt 1:18, 20, 22; Lc 1:35). Jesus foi gerado em Maria pelo Espírito Santo. Isto permitiu que Jesus nascesse de linhagem humana, sem ato sexual e, ao mesmo tempo, que mantivesse a sua origem divina.

A primeira manifestação pública e visível da presença do Espírito Santo no ministério de Jesus aconteceu no momento em que foi batizado nas águas por João Batista (Mt 3:16; Mc 1:10; Lc 3:22; Jo 1:32). O céu se abriu e o Espírito de Deus desceu sobre Jesus em forma de pomba e a voz de Deus Pai foi ouvida do céu, colocando a Sua aprovação sobre Jesus. Este acontecimento teve, sem dúvida, um alto valor simbólico. Jesus estava para iniciar o seu ministério e era importante que todos soubessem que vinha como enviado de Deus Pai e no poder de Seu Espírito.

João Batista declara que este mesmo Jesus que foi batizado nas águas, batizaria com o Espírito Santo (Mc 1:8; Lc 3:16: Jo 1:33). Este “batismo” é o momento em que cada pessoa que recebe pela fé a Jesus Cristo, recebe ao mesmo tempo os outros membros da Santa Trindade, inclusive o Espírito Santo (Rm 8:9).

Os discípulos que conviviam com Jesus ainda não possuíam a dádiva do Espirito Santo habitando permanentemente neles (Jo 7:39). Isto só aconteceria depois da glorificação de Jesus (Sua ascensão) e da prometida vinda de outro Consolador – o que aconteceu no dia de Pentecostes (Jo 14:16, 17 e 26). Na oração sacerdotal, que Jesus faz em favor de seus discípulos, em um trecho Ele diz que enviaria o Espírito Santo da parte do Pai (Jo 15:26) e em outro trecho da mesma oração diz que o Pai enviaria o Espírito Santo em nome de Jesus (14:26). Fica claro que o envio do Espírito Santo é uma parceria entre Jesus e Deus Pai. Após sua morte e ressurreição, mas antes de Sua ascensão, Jesus sopra sobre os discípulos e estes receberam o Espírito Santo (Jo 20:22).

Algumas expressões são utilizadas para expressar o fato de que a vida e o ministério de Jesus eram caracterizados pela presença constante e dependência do Espírito Santo. Ele estava sobre Jesus (Mt 12:18; Lc 4:18). Jesus estava cheio do Espírito Santo (Lc 4:1). Ele agiu no poder do Espírito Santo (Lc 4:14), e expulsou demônios (Mt 12:28). Jesus era guiado (levado ou induzido) por Ele (Mt 4:1; Mc 1:12; Lc 4:1) e se exultou no Espírito Santo (Lc 10:21). Jesus deu mandamentos aos apóstolos por intermédio do Espírito Santo (At 1:2). Toda esta variedade de expressões e situações demonstra bem que o Espírito Santo estava sempre com Jesus e este fazia tudo pelo poder e intermédio do Espírito Santo. Este é o exemplo que Jesus da ao cristão de como deve viver sua vida: na plenitude e no poder e dependência do Consolador.

Apesar deste grande sinergismo entre Jesus e a pessoa do Espírito Santo, o foco foi e sempre será a pessoa de Jesus Cristo. O próprio Espírito Santo, Consolador que nos foi enviado pelo Pai e por Jesus Cristo, tem como função dar testemunho de Jesus Cristo, mantendo Ele como o centro de todas as coisas (Jo 15:26). Portanto, vamos reconhecer, sim, que o Espírito Santo tem uma função muito grande em nossas vidas e ministério, mas não deixemos de viver uma vida Cristo-cêntrica (Cristo no centro).